O que é o apartheid
Apartheid – apartar - na língua africana significa "vidas separadas". Era um regime segregacionista que negava aos negros da África do Sul os direitos sociais, econômicos e políticos.
Embora a maioria da população fosse constituída de negros, a segregação vinha se mantendo na África do Sul desde o século 17, época em que a região foi colonizada por ingleses e holandeses. O governo era controlado pelos brancos, que criavam leis e governavam apenas para os interesses dos brancos. O termo só passou a ser usado legalmente em 1948.
Luta contra o apartheid
Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efetivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Em 1944, participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu, da Liga Jovem do NCA, conhecido no Brasil pela sigla portuguesa: CNA Congresso Nacional Africano.
Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.
Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestantes negros, matando 69 pessoas. Esse dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema.
Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, conhecido como "Lança da Nação". Passou a buscar ajuda financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado à prisão perpétua por planejar ações armadas.
Em junho de 1967, foi sentenciado à prisão perpétua por planejar ações armadas.
Na prisão, Mandela enviou uma declaração para o CNA, - Congresso Nacional Africano - que chegou ao público em 20 de junho de 1980, em que dizia: "Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna, que é a ação da massa unida. e o martelo, que é a luta armada, devemos esmagar o apartheid!"
Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990.
Nesses 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Nesse período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo. Em 11 de fevereiro de 1990, graças à campanha do CNA e à pressão internacional, Mandela foi libertado por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk. O CNA também foi tirado da ilegalidade.
Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.
Em maio de 1994, tornou-se o presidente da África do Sul. Ressalte-se que foram as primeiras eleições multirraciais do país. Ele se uniu às personalidades do CNA, e também a representantes de linhas políticas para governar. Governou até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos.
Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política, dedicando-se às várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Recebeu, ao longo desses anos, diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais. Entre elas a luta contra a AIDS.
Em junho de 2004, aos 85 anos, retirou-se da vida pública. Embora sua saúde esteja muito frágil nestes últimos anos, ele vem mantendo o seu compromisso em lutar contra a AIDS.
Em junho de 2008, foi homenageado com um grande show em Londres, por ocasião de seus 90 anos. Participaram do evento cantores mundialmente conhecidos.
Embora enfraquecido pela doença, Mandela estava exuberante e pretendia comparecer à abertura da Copa da África do Sul, a primeira a ser realizada no continente africano, no dia 12 de junho. Porém, na véspera da abertura, de madrugada, a sua bisneta, Zenani Mandela, de 13 anos, morreu num acidente de carro. E Nelson Mandela não pôde comparecer à festa.
Casamentos, separações e aposentadoria
Mandela casou-se três vezes. A primeira esposa de Mandela foi Evelyn Ntoko Mase, de quem se divorciou em 1957 após 13 anos de casamento. Depois casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com as divergências políticas entre o casal vindo a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.
Dia Internacional de Nelson Mandela
- A partir de 2010, será celebrado em 18 de julho de cada ano, o Dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU e corresponde ao dia de seu nascimento